Escolas de música e de teatro serão reabertas em Ipatinga
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013Incentivar a organização e institucionalização do setor cultural, criar sistemas de informação, descentralizar as ações e propor alternativas de financiamento, para além das tradicionais leis de incentivo à cultura. Estas são as principais diretrizes propostas pela atual Administração Municipal para contemplar a política cultural de Ipatinga nos próximos anos.
Pautada nestas diretrizes, a Prefeitura de Ipatinga, em caráter de urgência, tem planos para as primeiras ações de resgate das atividades culturais no município.
Segundo a diretora do Departamento de Cultura, Nilcinéia Amorim, uma das prioridades levantadas pela própria comunidade artística é o retorno das atividades da Escola de Música Tenente Oswaldo Machado (TOM), fechada em 2012, e da Escola de Artes Cênicas, há mais de três anos paralisada. “Devido à falta de repasse de recursos, as duas escolas na cidade de Ipatinga deixaram de atender mais de 800 alunos em Ipatinga”, observa a diretora.
A proposta da PMI é trabalhar com um quadro efetivo de funcionários para atender as duas escolas culturais, a fim de garantir a continuidade e regularidade do trabalho de formação artística. “Porém, em caráter de urgência, vamos retomar os convênios para reabrir as duas unidades ainda esse semestre”, esclareceu.
Mais uma preocupação da Semcel são os equipamentos públicos. A Estação Memória e a Biblioteca Zumbi dos Palmares são apenas alguns dos exemplos de espaços que precisam de cuidados de toda ordem. A primeira depende da reforma administrativa em tramitação no Legislativo, para que possa fazer parte do organograma orçamentário e administrativo da PMI. “Já para a Biblioteca, temos planos de transformá-la em um centro de referência de leitura e lazer para toda a comunidade, em pouco tempo”, adiantou.
Outra iniciativa é a criação do Sistema Municipal de Cultura, vinculado às esferas estadual e federal. O novo organismo será responsável pela gestão das políticas culturais da cidade, envolvendo a sociedade civil na deliberação de diretrizes e execução de programas e projetos do setor.
“Sem dúvida, esse será um grande passo da atual Administração para implementar uma política pública de cultura efetiva, permanente e capaz de gerar renda”, observou a diretora.
Em relação à Lei de Incentivo à Cultura, a PMI vai convocar os proponentes para devolução dos projetos não contemplados com recursos pelo governo anterior. “Infelizmente, como o orçamento é anual, ficamos impedidos de dar continuidade ao processo do ano passado”, esclareceu Nilcinéia Amorim.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ipatinga


